Primeiro remédio para endometriose é liberado no Brasil
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a venda no Brasil do primeiro remédio para tratar a dor da endometriose. A endometriose que atinge cerca de 6 milhões de mulheres brasileiras é um doença que atinge o endométrio (membrana interna do útero).

Segundo médicos, o novo medicamento chamado Allurene tem como principal vantagem o uso prolongado e por via oral. Antes de o remédio ser liberado pelo órgão, o único tratamento aprovado para a doença eram drogas que interrompem o funcionamento dos ovários, causando uma menopausa temporária (análogos do GNRH). Além disso, elas não podem ser usadas por mais de seis meses, já que tiram o cálcio dos ossos, podendo causar osteoporose.
Outra opção adotada pelas pacientes com a doença é o DIU Mirena, que bloqueia a menstruação e inibe o crescimento do endométrio. Entretanto, a maioria das mulheres não se sentem confortáveis com ele.
Allurene para endometriose
Segundo médicos ginecologistas, o remédio não é a droga definitiva para tratar a endometriose, mas é a única novidade. De acordo com estudos clínicos, o remédio alivia as dores menstruais e as que surgem durante a relação sexual.
Ação do remédio
O remédio é um repositor hormonal que inibe a produção do estrógeno no endométrio, pois é ele que alimenta a doença. Mas assim como qualquer outro medicamento, ele causa alguns efeitos colaterais como alteração no fluxo menstrual, dores de cabeça, desconforto nos seios e até mesmo depressão.
O preço do Allurene gira em torno de R$ 170 e cada caixa vem com 28 comprimidos de 2mg. Lembrando que ainda não há cura para a endometriose, por isso o tratamento deve ser adaptado para cada paciente.
