Caio Fernando Abreu, biografia e pensamentos

Caio Fernando Abreu

Caio Fernando Loureiro Abreu, ou simplesmente Caio Fernando Abreu, nasceu em 12 de setembro de 1948 em Santiago, no Rio Grande do Sul. Foi jornalista, dramaturgo e escritor ao longo de sua vida, sendo considerado um dos grandes contistas brasileiros.

Escreveu, entre outras obras, Pedras de Calcutá, Morangos Mofados, Fragmentos e O Ovo Apunhalado. Todas afirmando seu nome como expoente de sua geração, sempre escritas num tom pessoal e estilo econômico, tratando de assuntos que envolvem sexo, medo, morte, e principalmente a solidão. Muitos o consideram um “fotógrafo da fragmentação contemporânea”, devido ao conteúdo e à qualidade de suas obras.

Dedicava-se à jardinagem, cuidando de roseiras, e foi essa atividade que empenhou antes de morrer, em Porto Alegre, no dia 25 de fevereiro de 1996, vítima do vírus HIV. O dia de sua morte é o mesmo da morte de Mário de Andrade, uma triste coincidência.

Algumas frases famosas e trechos de obras de Caio Fernando Abreu:

“Mais do que querer você de volta, eu ME quero de volta, quero a felicidade nos meus olhos mirados em você. Eu quero a gente, eu quero tudo de novo, eu quero as coisas antigas, as primeiras, TODAS! Me devolve seu sorriso ? Parece que eu não te faço mais sorrir, assim eu desespero mesmo. É uma resposta simples pra uma pergunta simples: Você vai voltar?”

“Feito febre, baixava às vezes nele aquela sensação de que nada daria jamais certo, que todos os esforços seriam para sempre inúteis, e coisa nenhuma de alguma forma se modificaria.”

“Tinha esquecido do perigo que é colocar o seu coração nas mãos do outro e dizer: toma, faz o que quiser.”

“Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer, nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar, nenhuma carga me fará baixar a cabeça. Quero ser diferente, eu sou, e se não for, me farei.”

“Abrace sua loucura antes que seja tarde”.

Obras do Autor

Na Literatura:

Semana de Artes Modernas.
Inventário do Irremediável – contos;
Limite Branco – romances;
O Ovo Apunhalado – contos;
Pedras de Calcutá – contos;
Morangos Mofados – contos;
Triângulo das Águas – novelas;
As Frangas – novela infanto-juvenil;
Os Dragões não conhecem o Paraíso – contos;
Onde Andará Dulce Veiga? – romance;

No Teatro:

O homem e a mancha
Zona Contaminada

Traduções:

A arte da guerra, de Sun Tzu, 1995 (com Miriam Paglia).
A balada do café triste, de Carson McCullers, 1991.

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